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7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR

7 Maravilhas Da Cultura Popular

São João da Fraga (Pitões das Júnias – Categoria: Procissões e Romarias)

( para saber mais basta clicar nas palavras a laranja ) 

“Impondo-se humildemente no alto de uma elevação granítica encontra-se o segredo mais bem guardado das festas e romarias de Barroso: o S. João da Fraga. A capela de S. Jogo da Fraga situa-se na freguesia de Pitões das Júnias. concelho de Montalegre, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. numa elevação com mais de 1 . 1 00 metros de altitude. A minúscula capela, com cerca de 10 metros quadrados, constitui o núcleo festivo e romeiro de uma celebração profundamente enraizada na cultura pitonense.

 

A procissão e a romaria ao S. João da Fraga sintetizam o espírito telúrico e devocional deste povo de montanha, onde durante décadas o isolamento geográfico e cultural moldou o seu quotidiano. O acesso à capela é exclusivamente pedonal, sendo necessita uma caminhada de cerca de duas horas, coroada com uma ascensão ao monte através de uma escadaria gravada na rocha granítica. 

Desde a década de 1990 que a festa do S. João da Fraga se realiza no domingo seguinte ao dia de celebração do S. Jogo Baptista. A organização do evento cabe tradicionalmente aos moços solteiros da aldeia que, uma semana antes, procedem à limpeza e caiamento da capela. Na manhã da festa, o povo junta-se à saída de Pitões das Júnias para realizar a caminhada devocional até ao topo do monte. A missa é celebrada pelo pároco local, seguida de uma procissão em redor do espaço sacralizado. Antes de rumar ao carvalhal do Porto das Lages para a merenda são lançados do alto da traga vários foguetes. O resto do dia é passado em confraternização comunitária, onde impera a música tradicional e a gastronomia local. A noite. o tradicional baile popular encerra as festividades. 

O ritual festivo alusivo ao S. João da Fraga não é estático sendo marcado. conjunturalmente, por várias nuances. Na década de 1 960, na véspera da festa, no dia 24 de junho, um devoto subia à capela para ir buscar o santo, trazendo-o até um cruzeiro próximo da aldeia. Aí era aguardado pela população e por músicos galegos que, em procissão alegre, subiam até à aldeia e depositavam o santo na igreja. No dia seguinte, levava-se o santo de volta à capela, novamente em procissão marcada pela música tradicional, onde se celebrava a missa. Após o ritual, descia-se para a merenda comunitária no carvalhal do Porto das Lajes, onde a festa prosseguia noite fora. A noite, no intervalo do baile, leiloavam-se as oferendas e arrematava-se o ramo, ou seja, o povo organkava-se por grupos e o que mais contribuir para a festa do ano seguinte ficava responsável pela organização da mesma, Caso não fosse possível um consenso, a organização da festa caberia aos solteiros da aldeia. Na década de 1970, face a uma disputa com a aldeia vizinha de Parada, os pitonenses, com receio que lhes roubassem o Santo, retiraram-no da capela isolada guardando-o até hoje na aldeia, onde permanece exposto na igreja de S. Rosendo, padroeiro de Pitões das Júnias, aguardando a festa em sua honra.”

Fotografias do Nuno Vieira Fotografia e AQUI Instagram

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