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Reunião-Caminhada

Caminhar pelo Parque Nacional só lhe faz bem ao corpo e ao cérebro

Reunião-Caminhada

Caminhar pelo Parque Nacional já sabemos que nos faz bem

Agora segundo o DN LIFE existe um novo conceito, e o Parque Nacional até pode ser uma boa solução para o colocar em prática

Aqui fica a notícia

REUNIÃO-CAMINHADA: UM CONCEITO QUE FAZ BEM AO CORPO E AO CÉREBRO

E se na próxima reunião o convidassem para dar um passeio? É a conversar enquanto caminham que os executivos de algumas grandes empresas tecnológicas tomam decisões. As reuniões em jeito de caminhada promovem a saúde, estimulam a criatividade e aumentam a motivação. Em Portugal já se fazem e têm potencial de crescimento.

Texto de Joana Capucho

Esqueça as mesas ovais, as cadeiras desconfortáveis, o ar condicionado, a iluminação artificial. “Tem uma reunião? Faça uma caminhada”. O desafio foi lançado por Nilofer Merchant gestora de inovação, numa Ted Talk de 2013, que se tornou viral. Mas o conceito de reunião-caminhada já se tinha tornado popular com Steve Jobs, criador da Apple, que tinha por hábito fazer passeios para falar de assuntos sérios.

Há quem lhes chame “walking meetings”“co-walking” ou “walk and talk”. Diferentes designações para o mesmo conceito: reuniões de trabalho que decorrem enquanto os funcionários caminham. Segundo a BBC, este é um método que também já foi adotado por alguns executivos de grandes empresas tecnológicas, como Mark Zuckerberg, do Facebook, e Jack Dorsey, do Twitter. Barack Obama, ex-presidente dos EUA, também é frequentemente apontado como adepto desta modalidade.

Nos passeios de 5 a 16 minutos, a produção criativa aumentou, em média, 60% quando comparada com as sessões em que os participantes (176 estudantes) estavam sentados.

Esta é uma prática que tem, desde logo, benefícios ao nível físico, já que promove a atividade física e ajuda a prevenir doenças. Segundo Nilofer Merchant, as pessoas passam, em média, 9,3 horas por dia sentadas, mais tempo do que a dormir (7,7 horas). “Estar sentado tornou-se o fumar da nossa geração”, refere, destacando que a inatividade aumenta o risco de alguns tipos de cancro (mama e cólon, por exemplo), doenças cardíacas e diabetes. Por isso, “em vez de ir a reuniões em cafés ou em salas de reuniões de luzes fluorescentes”, convida as pessoas para reuniões-caminhada, “ao ritmo de 30 a 50 quilómetros por semana”.

Nifoler Merchant defende, ainda, que fazer atividades fora da caixa promove o pensamento fora da caixa. E a ciência comprova. De acordo com um estudo feito por investigadores da Universidade de Stanford, em 2014, caminhar dentro de casa ou ao ar livre impulsiona o pensamento criativo. Quando os participantes na investigação caminhavam, os níveis de criatividade eram significativamente maiores. Nos passeios de 5 a 16 minutos, a produção criativa aumentou, em média, 60% quando comparada com as sessões em que os participantes (176 estudantes) estavam sentados.

Mário Ceitil, presidente da Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas (APG), confirma que “a criatividade lida bem com ambientes mais descomplexados, menos clássicos e ortodoxos”. No seu entender, a caminhada é, efetivamente, uma forma de estimular a criatividade e de “treinar a capacidade de as pessoas serem mais ágeis e desenvolverem maior flexibilidade cognitiva”.

“É o inesperado que ativa determinadas zonas do cérebro à procura de estruturação num ambiente que não é conhecido. É esse fenómeno que caracteriza a criatividade”, explica o especialista em recursos humanos. Considera, por isso, que “o efeito surpresa pode funcionar de forma positiva”. Mas não será necessário avisar os intervenientes que a reunião será em jeito de caminhada? Mário Ceitil considera que não, embora alguns especialistas em recursos humanos defendam que o aviso é essencial. “Nas empresas em que há um território organizacional suficientemente alicerçado para fazer este tipo de práticas, o efeito surpresa é muito importante. Pode ser extremamente motivador”.

Segundo o professor universitário, “há bastante tempo que as empresas sentem que é vantajoso tirar as pessoas do locais de trabalho quotidianos para diferentes eventos” – e esta é uma prática que está “sob o chapéu de empresa ágil”. Um conceito que vai desde a agilidade dos processos à agilidade do ponto de vista físico.

“As reuniões são um processo complexo. É muitas vezes difícil captar a atenção das pessoas e centrá-las no essencial”, diz o presidente da APG, destacando que é neste sentido que ao longo dos anos vão surgindo diferentes técnicas. A das caminhadas, ressalva, tem potencial, mas não é universalmente aplicável.

Para haver sucesso num encontro deste tipo, é essencial “que as pessoas estejam focalizadas no tema da reunião para não dispersarem facilmente”, uma vez que o ambiente exterior é mais propício a distrações. “Na política, temos várias imagens deste tipo de reuniões. Cada vez mais deixa de haver necessidade de estar num local formal para tomar determinadas decisões”.

AS REUNIÕES-CAMINHADA SÓ FUNCIONAM COM GRUPOS PEQUENOS, NO MÁXIMO DE TRÊS PESSOAS, PARA QUE HAJA UMA BOA INTERAÇÃO E COMPREENSÃO.

Quando praticam esta metodologia, os intervenientes associam a agilidade física à mental. “Demonstram que são capazes de falar de coisas importantes e fazer outras coisas ao mesmo tempo, como exercício físico”, sublinha Mário Ceitil.

As reuniões-caminhada só funcionam com grupos pequenos, no máximo de três pessoas,para que haja uma boa interação e compreensão. “E são mais típicas de empresas com um nível de maturidade elevado, quando as pessoas têm um sentido de propósito em relação à organização e quando está muito claro o sentido da reunião”, esclarece.

Um conceito em crescimento

Há três anos que o Hotel Quinta da Marinha, inserido no Parque natural de Sintra-Cascais, organiza “walking meetings”. João Pinto Coelho, diretor comercial do espaço, diz que, numa primeira fase, “apesar de ter despertado curiosidade, não houve muitos pedidos”, mas “depois começou a haver alguma procura aos poucos, embora ainda não seja de grande volume”. No entanto, sublinha, este é um conceito com “grande potencial e que poderá nos próximos anos ser um best-seller”.

João Pinto Coelho conta que este serviço é procurado sobretudo por “empresas que pretendem proporcionar aos seus quadros um ambiente propício a criatividade, a troca de ideias e brainstormings mais fora da caixa”. No resort, podem optar por dois percursos previamente estabelecidos, sendo a duração e distância adaptada às necessidades de cada grupo. “O hotel fornece uns pequenos blocos para se poder tirar pequenas notas e o único equipamento obrigatório são sapatos confortáveis“, diz o responsável.

Um dos princípios que costumam ser referidos é, precisamente, planear com antecedência o trajeto, para que a reunião seja mais produtiva. Dependendo da duração do encontro, podem ser dadas duas voltas no mesmo percurso, que podem ser feito num parque ou num outro local com pouco ruído. E pode até incluir uma pausa a meio do trajeto.

Como qualquer reunião, é necessário que haja planeamento. Num artigo publicado na Forbes, Kara Goldin, CEO da empresa Hint, de São Francisco, diz que os documentos importantes devem ser partilhados antes do encontro, dando tempo aos intervenientes para os analisarem. No final da caminhada, a empresária sugere que tire de imediato todas as notas, antes de se distrair com outras tarefas.

Para Kara Goldin, que costuma adotar esta metodologia, o conceito é interessante para conversar com a equipa ou discutir um problema com um parceiro ou fornecedor. Ou até mesmo para entrevistar um candidato a uma vaga de emprego.”

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