Tude de Sousa, no seu livro “Gerez – Notas Etnográficas, Arqueológicas e Históricas”
“(…)Para o estadio em cada curral tem o pastor, como já dissemos, o seu fôrno, ou cabana, onde se recolhe e abriga. São construções tôscas, ligeiras, de pedras sêcas, mal dispostas geralmente, umas revestidas e outras não de torrões, tapando os intervalos. Cobertas umas de telhas redondas, à portuguesa; cobertas outras de torrão, guarnecendo pedras largas e delgadas.
As suas dimensões e capacidade não são grandes: 2 a 2,50 metros de alto, por 2,50 e 3 metros de comprido, com as portas baixas, por onde o homem passe curvado e por elas não entre o gado. Três a seis, ou oito pessoas, é o máximo que nelas caberão.
A cobertura de uns fornos é redonda, aguçada; a de outros com armação em duas águas.
O pavimento coberto de fetos ou mato meúdo para amaciar a dormida e junto da porta, do lado de fora, em muitos formos, a pia, ou pias, cavadas na rocha firme, ou móveis, para a comida e bebida do cão, inseparável companheiro e amigo da montanha. A porta de serventia, única, tapada apenas por alguns gravetos de mato ou ramaria, indicadores só de uma linha de respeito.
O travejamento é tôsco, como a construção em que se emprega, e fornecido sempre pelos carvalhos mais próximos, que os há com fartura na serra, brotando e crescendo com espontânea pujança naquele solo abençoado.
Esta habitação e os costumes que descritos ficam, são mais ou menos comuns a todos os povos da serra, e não só so de Vilar da Veiga, pelo que, a não ser com alguma variação , se encontra nos homens e nos usos de Rio Caldo, de Covide, de S. João do Campo e Vilarinho, de Cabril e de Pitões e por aí fora, até termos de Suajo e Londodo, por um lado; até termos de Barroso e Montalegre, pelo outro. “(…)
Depois do pequeno resumo vamos deixando algumas fotografias das existentes por todo o Parque Nacional
Tome precauções especiais quando caminha em zonas húmidas e rochosas, para evitar quedas, e não pratique atos que possam colocar em risco a sua segurança e a dos outros.
Área de Proteção Total – Acesso condicionado a autorização do ICNF.I.P
Quem visita as Minas Dos Carris pelo antigo estradão, sabe perfeitamente que o caminho não tem nada que saber, uma vez que é sempre em frente!
Mas também sabe que cada dia que passa ele está pior
Nós já lá fomos por diversas vezes e já olhamos para ele de diversas formas, por isso a partir de hoje e todos os sábados vamos deixar uma fotografia do magnífico e duro estradão que nos leva até um pedaço da história da serra do Gerês
Fica em Área de Proteção Total e é necessário pedir autorização para se andar por lá
Tivemos conhecimento que neste momento no início do Estradão já existe a informação de que é Zona de PT
Nota: Caso a visita seja ao sábado é melhor pedir com muita antecedência pois com muita frequência está com carga máxima
Traga consigo o lixo que fez durante o percurso e coloque-o num local adequado (um contentor ou um ecoponto). O lixo, principalmente o plástico, pode ser ingerido por animais, causando-lhes a morte. Não abandone os resíduos. Recicle, evitando assim o desperdício de matérias primas e a destruição de áreas naturais.
Tome precauções especiais quando caminha em zonas húmidas e rochosas, para evitar quedas, e não pratique atos que possam colocar em risco a sua segurança e a dos outros. Não saia dos percursos/trilhos e caminhos existentes
Quem visita a Serra de Soajo e a sua preciosa vila não pode deixar de passar pelo poço Negro
É um local de muito fácil acesso que permite que quem o visita tenha todas as condições para aí passar um magnífico dia
Todos nós sabemos pelas últimas notícias que a Natureza anda enfurecida com as nossas atitudes, por isso nestes locais não há espaço para quem não a respeita.
Visite o Soajo, visite o Poço Negro mas deixe o mesmo ainda mais limpo do que o encontrou. Não custa nada acredite.
Pode saber mais sobre a Serra do Soajo nesta página:
Situada no município de Terras De Bouro na freguesia de Vilar De Veiga a Meda Da Rocalva é um dos bons exemplos da paisagem granítica do Parque Nacional
Está situada bem no centro da Serra Do Gerês e a sua geoforma granítica do tipo Meda fica bem patente nas fotografias que aqui deixamos
Depois da divulgação feita na semana passada sobre o que estavam a fazer ao Largo do Eiró no Soajo já existem mais desenvolvimentos sobre o assunto
SOAJO NÃO É MODA… É TRADIÇÃO…
“Numa das mais concorridas Assembleias de Freguesia de que temos memória, ficou ontem decidido que os “Barcos Ferrugentos” vão zarpar e navegar para outro “Porto”..
Quando as floreiras foram colocadas no Largo do Eiró, as manifestações de desagrado e os protestos foram imediatos e aumentaram ao longo da Semana. Por vezes surgiram em forma de chacota (horta comunitária)..
Fica agora marcada para os próximos dias uma Assembleia de Freguesia extraordinária para debater alternativas ao projeto falhado e pelo Povo Soajeiro negado… Esperamos que a população volte a comparecer em massa, pois a solução é sempre mais importante do que o erro…”